
Canoa Quebrada, 1 de janeiro de 2006.Começo de ano tranquilo em Canoa. Nada melhor que um vôo de praia depois da badalação do reveillon. O vento lateral e pouco intenso limitou a àrea de lift: da pracinha até a passarela. Isso não impediu Silvio e Jerôme da darem show. Posso até dizer que o Silvio quase exagera no show com tapinhas e pisadas no poste da pracinha e toque com o pé sobre a vela do Jerôme, inflada e pronta para decolar. Bonito de ver.

Já eu tive dificuldade de me manter no lift. Principalmente por causa dos cactos sobre a duna. Difícil vê-los se aproximando a toda velocidade. Em uma das passadas errei o ponto. Deve ter sido feio de ver mas graças ás botas e uma cambalhota sobre a areia saí ileso. Quase ileso, na verdade, com dois arranhões leves em muita areia no equipamento, nos cabelos e até na boca. Depois de bater a areia estava pronto para recomeçar.
Foi bem mais fácil com a vela do Jerôme: um Sigma 4, acho, para 105kg. Consegui subir bem e ficar no lift com facilidade. Já era o final da tarde e dava para apreciar toda Canoa de uma boa altura... mar, praia, falésia, casas, dunas ao longe. O que mais se pode querer? Talvez uma máquina fotográfica para ajudar a lembrar do momento mais tarde quando a memória já estiver nebulosa. Mas nem isso é essencial. Por enquanto ainda guardo a lembrança das luzes dos postes e das casas acendendo devagar no esmaecer do céu na hora bruxa.


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